|
Quando
o amor aos nossos filhos supera os preconceitos.
Entendo que para um pai/ mãe que tenham muitos
atributos na vida como a conta para pagar, o chefe
chato, a luz que aumentou, tudo isto a que lutam com
tanto ardor para que seu filho possa ter tudo, mas
sem que, e nem porque, aparecem problemas (faz
parte), meu filho não rende tanto, a escola reclama
que ele não presta atenção, que horror, vou procurar
alguém que possa resolver o problema.
E
estas palavras, me aparecem como flash em minha
mente ouvindo um paciente ter seu saudosismo, e
lembrar que não era nada disto. Ele simplesmente
tinha algo dentro de si que crescia a cada dia, a
cada minuto a cada instante e ninguém notava, sabe
por quê? Porque na maioria dos casos os pais têm
medo de enfrentar um exame com um neuro pediatra,
isto quando ainda são mal informados e são levados a
tratamentos inadequados que enquanto aquela coisa
cresce, tentam fazer com que o paciente entenda
aquilo que é impossível de se entender. Cabe a cada
profissional ser responsável o bastante para saber
que estamos lidando com seres humanos, e que antes
de acharmos aparentemente, devemos realizar exames
concretos para descartar todo e qualquer prognóstico
que possam trazer a este paciente um dano maior
posteriormente.
Tudo isto e a toda hora me vem o relato de um
paciente:
Nossa se eu tivesse encontrado um profissional
sério, hoje não estaria nesta cadeira de rodas.
Ele
conta que: - Sempre foi uma criança problemática,
não pulava cordas, não conseguia aprender subir em
uma prancha de surf; na escola não aprendia estava
sempre agitado.Para todos; a criança, levada ou
hiperativa; não aprende porque não senta. Ao ficar
adolescente alega ele que tudo continuou, comprou
uma moto retirou o cano de descarga para fazer
bastante barulho, todos diziam viu um playboy não
leva nada a sério, nem percebe este barulho louco,
deve ser para nos incomodar eu e a vizinhança, este
caso, é muito mais comum do que pensamos e a toda
hora vemos um destes.
O
menino cresce e vira rapaz (moça) e este rapaz
(moça) vai trabalhar, começa bem, e algumas dores
superficiais de cabeça, mas ao longo do tempo
percebe finalmente que não ouve bem. Procura um
otorrino que pede todos os exames, e verifica-se que
aquele menino (a) não queria incomodar nem a
professores, nem a vizinhos e nem a família,
simplesmente crescia dentro de seu cerebelo um
tumor.
CEREBELO
Anatomicamente, o cerebelo ocupa a parte posterior
da caixa craniana, logo abaixo do cérebro, separado
deste pela cissura transversal e, ao mesmo tempo, a
ele unido pelos pedúnculos cerebelares superiores.
Tem grande
importância para o sistema nervoso pelas suas
funções e inter-relações que desempenha, sendo elas:
|
Þ
Regulação do tônus muscular
Þ
Coordenação dos movimentos (Taxia)
Þ
Equilíbrio
|
 |
As
doenças e os distúrbios cerebelares produzem
deficiências na velocidade, amplitude e força do
movimento.
Este
tumor, que um dia foi minúsculo, agora tinha o
tamanho assustador, a cirurgia se faz necessário,.
Vai para uma cirurgia onde muitas coisas podem
acontecer e o resultado muito esperado, área motora
com problemas.
Ao ouvir este relato, lembrei de um outro caso, em
que um menor também era trabalhado por um
profissional onde o prognóstico era de que o
problema emocional, junto com uma possível dislexia
dificultava seu aprendizado. Só iniciei minhas
avaliações após obter todos os exames completos de
uma equipe multidisciplinar,
(otorrinolaringologista, oftalmologista,
neurologista, endocrinologista) que juntos descobrem
que o grau de visão desta criança era baixíssimo,
além disto, ele era portador; aos mais ou menos 10
anos de glaucoma e hipertensão arterial e outras
patologias ligadas à área médica convencional, que o
impediam de ter além das capacidades necessárias,
condições emocionais para aprender a ler e escrever,
não que o processo fosse emocional, o quadro clínico
dele era que revolucionava o seu emocional. Como
pode aprender se não se enxerga bem, aprender a ler
e escrever necessita de muitas áreas bem trabalhadas
para que o paciente desenvolva-se em sua total
potencialidade, como se pode ter atenção e
concentração quando tudo borbulha dentro de si até
mesmo com mal estar.
Como
estes dois casos que relatei dentre outros, vejo em
alguns profissionais, a falta de tranqüilidade de
buscar outros colegas de profissão que com certeza
não estarão retirando o paciente de nós, mais nos
ajudando a cumprir nossa promessa profissional de
fazer tudo o que pudermos para que este paciente
chegue a desenvolver seu total potencial.
Devemos, nós, profissionais estar sempre atentos e
humildes em enviar os pacientes para exames
complementares, como oftalmologia,
otorrinolaringologia, neuro-pediatria entre outros
que se fizerem necessários, e o resultado podem
confirmar, é muito produtivo. Quanto aos pais, estes
são a segunda maior barreira que enfrentamos; muitos
acham que pedir neurologista para o filho é um
afronto, pois seu filho é normal; e quem disse que
não? O neurologista é o profissional adequado que
trata e conhece as estruturas do cérebro e pode de
forma magistral avaliar uma criança, observando
desenhos, forma de andar e etc, não entro no mérito
da avaliação, pois seria de tamanha indelicadeza com
estes profissionais, além de antiético.
Mas lembrem-se, seus filhos pode e tem condições de
desenvolver-se em sua total potencialidade, mas não
deixe que o preconceito de buscar ajuda por um
profissional que se faça necessário, deixe-o
paralisado, você poderá estar tirando a oportunidade
de seu filho (a) de ser um grande homem ou uma
grande mulher, ativos nesta sociedade profundamente
competitiva. Não vamos deixar que casos como os que
relatei levem um ser humano a uma cadeira de rodas
ou ter inúmeras limitações por falta de busca e até
mesmo orientação necessária. Hoje existem inúmeros
profissionais que lidam com uma criança e que devem
estar atentos para poder orientar pais e mães, e
você pai/mãe aceite com amor, pois seu filho é AMOR.
Fga.
MARIZA CELIA TEIXEIRA DE ASSIS PINTO
CRFa: 5644/RJ
Rio 23
de abril de 2007 |